Maré Alta é uma marisqueira de Pedrouços. Mesas longas, balcão de mármore, viveiro à vista. Comemos com guardanapo de pano, cerveja em copo de gelo, e nada que não tenha chegado esta manhã.
A Maré Alta abriu em 1978, virada para o rio, à porta dos armazéns da lota. Começou com seis mesas, um balcão de zinco e uma só coisa boa para se servir: percebes do dia. Foi crescendo devagar.
Hoje, o senhor Aníbal continua à porta a separar a mesa pequena da grande, a perguntar se já se conhece a casa. A receita da bulhão pato é a do tio avô, que nunca escreveu nada. Repetimo-la todos os dias.
Sapateira, lavagante, lagosta, percebe, ameijoa, búzio. Trazidos da lota da manhã e mantidos vivos no viveiro à vista do salão.
Antes de cozer, o marisco é pesado e mostrado a quem o pediu. Pagamos o que sai do prato — não o que vinha no menu.
A Imperial vem de um pingo só, com colarinho a transbordar, no copo congelado. Bebe-se rápido, antes que o marisco aqueça os dedos.
Reservas para mesas de 2 a 12 pessoas. Para grupos maiores, sala privada (16-32).
Casamentos, jantares de empresa, batizados. A sala vermelha tem capacidade para 60 pessoas.
Reservas confirmadas até 30 minutos de tolerância. Aceitamos cães em esplanada.
O viveiro, a marmore, a bandeja de gelo, o senhor Aníbal à porta.
01 / SalaSalão principal, hora do almoço
02 / PratoCarabineiro grelhado
03 / DetalheAzulejo do balcão, 1978
04 / BandejaMarisco em gelo
05 / CozinhaAmeijoas à Bulhão Pato
06 / SapateiraRecheada à frente
07 / PainelAzulejo do XVIII
08 / EsplanadaA vista do Tejo
09 / VinhoGarrafeira da casa
10 / OstrasOstras do Sado, dúzia