Uma taberna de bairro, dos antigos. Mesas de madeira, paredes de azulejo, presunto a curar e o vinho da casa servido em cana.
Três gerações da mesma família, sempre na mesma esquina. O sino de bronze à porta — o que dá nome à casa — toca quando a primeira mesa se senta, e outra vez quando a última se levanta.
Pequenas porções, muitas, e sempre no centro. Não há entradas, pratos principais, sobremesas — há o que está a sair do balcão. Pede-se ao gosto e vai aparecendo.
Carta curta, quase toda portuguesa, com gente pequena: Beiras, Lisboa, Alentejo, vinho verde de pé franco. A casa serve vinho da quinta em jarro de barro, sem rótulo, sem rodeios.
O sino toca quando a primeira mesa se senta — e outra vez quando a última se levanta.
Casa de pasto com três mesas e um barril de tinto. Vendia-se também sabão e farinha.
Constrói-se o forno onde ainda hoje se faz o pão e as alheiras. O sino vem para a porta.
Os filhos assumem a cozinha. A carta encolhe, fica em três páginas escritas à mão, e assim ficou.
Hoje, são três irmãos: um na sala, um na cozinha, um na adega. A receita é a mesma. O sino também.
Travessa do Sino, 14
1200-348 Lisboa
Bairro Alto
A 4 minutos a pé do elevador da Bica. Metro Baixa-Chiado, saída pelo Largo do Chiado.
Aceitamos reservas para grupos de 2 a 8 pessoas. Acima disso, fala connosco — temos a sala de cima.
O sino, a sala, a cozinha. As mesas cheias, depois vazias.
01 / SalaMesa grande, a do canto
02 / AzulejoPainel original, 1962
03 / AdegaO jarro de barro
04 / FornoPão a sair
05 / PratoPolvo à lagareiro
06 / PortaO sino de bronze
07 / CozinhaHora do serviço
08 / PratoPataniscas
09 / MesaVinho da casa, ao copo
10 / SobremesaToucinho do céu
11 / EquipaOs três irmãos