Vértice é o ponto onde a despensa do dia, a memória do chefe e o gesto da equipa se encontram — e raramente se repetem.
A casa abre quatro noites por semana. Servimos um único menu de degustação, doze andamentos, escrito ao começo da tarde e impresso à mão antes do serviço.
A cozinha está aberta para a sala. Não há música. Há o som da brasa, do gelo a partir, da conversa baixa.
Os legumes, os queijos e a maior parte da carne vêm de produtores que conhecemos pelo nome próprio. O peixe chega de manhã da lota da Costa Nova.
Garum de tomate, koji de centeio, vinagres de fruta. Trabalhamos com fermentações que demoram semanas. A casa esperou — também espera por elas.
Quase todos os pratos passam pela brasa, mesmo que por um segundo. A madeira é trazida da serra, partida à machada na semana anterior.
Dois na cozinha, dois na sala, um na adega, um a lavar e uma pessoa que faz tudo isto à vez. Não há hierarquia visível. Há trabalho.
"Não cozinhamos um conceito. Cozinhamos o que chegou hoje."
01 / SalaA mesa, antes do serviço
02 / PratoCarabineiro, caldo de cabeças
03 / DetalhePera-rocha, koji
04 / CozinhaA brasa
05 / PratoChoco, arroz negro
06 / AdegaVerdejo de talha
07 / DetalhePão de centeio, manteiga da casa
08 / MesaQueijos da casa
09 / SalaDoze lugares, dez ocupados